Crítica literária – “A mulher do dragão vermelho” : Muito mais que uma simples história de amor

   

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Mas quem será a “Mulher do Dragão Vermelho” ? É esta a pergunta que fazem os leitores e possíveis leitores que compram ou desejam comprar o 24º romance de José Rodrigues dos Santos, que vai já na 5º edição com mais de 70.000 exemplares vendidos. “ A mulher do dragão vermelho” é o título do novo livro do escritor e jornalista José Rodrigues dos Santos, uma obra que leva Tomás Noronha até à China, em busca da mulher, Maria Flor que se envolveu numa história, numa problemática assim dizer, muito maior do que ela mesma, um propósito muito diferente do seu, um propósito com centenas de anos de história.

Quem desconhece o regime comunista chinês poderá por momentos duvidar, dos tempos em que parte da ação se desenvolve, embora ela seja contemporânea e retrate acontecimentos bem próximos e bem reais.

Através do olhar de José Rodrigues dos Santos podemos afirmar que esta obra surge como um alerta, um alerta para o Ocidente que abre os olhos para os perigos do Oriente, para a Nova Rota da Seda e para forma antiga de proceder do regime comunista chinês, que segundo o autor, apesar de lhe serem conhecidos alguns métodos, eles passam despercebidos pelo grande comum dos mortais.

Apesar destas questões geopolíticas e geoestratégicas não nos podemos esquecer que se trata de um romance e que este está muito bem vincado, entranhado na história da história é certo, mas nem por isso menos visível, este livro conta a história de um homem que atravessa oceanos em busca da mulher, em busca do amor.

Um aspecto interessante deste livro de 576 páginas é a construção da narrativa, no começo parece que estamos a ler dois livros distintos, duas histórias diferentes, capítulo a capítulo, duas enredos difirentes que continuam de forma independente, mas nem sempre, trata-se do cruzamento de um passado com um presente que ao longo da leitura irá resultar num futuro coincidente.

Outra característica que é importante realçar concerne à narrativa que adota uma linguagem cuidada mas coloquial, de fácil entendimento a todos, própria de um jornalista que tem como principal propósito fazer chegar a mensagem ao maior número de pessoas, e pelo menos 70.000 já foram alcançadas por ela.

Amor, paixão, profecias, enigmas, histórias e lendas que nos deixam na dúvida se serão apenas histórias, se serão apenas lendas, é tudo isto e mais um pouco que poderá encontrar nesta obra que caracterizo como “um abre olhos”, um alerta em forma de amor que abre as portas para o questionamento e para a comoção.

Ana Melo Cano

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